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Angra cresce como polo náutico
A Br Marinas vai investir R$31 milhões na reforma de duas antigas marinas da região de Angra dos Reis, a Porto Bracuhy e a Porto Itacuruçá. Esta última foi rebatizada como Rio Marina e integra empreendimento da portuguesa Temple, lançado em 2010. Em fevereiro, a João fortes entrou no negócio. A BR Marinas, dona da Verolme e da Piratas, também em Angra, irá cuidar da marina do projeto. A Bracuhy estará inteiramente renovada dentro de dez meses, diz a presidente Gabriela Lobato. “Faremos um retrofit, modernizando instalações e adquirindo novos equipamentos e tecnologias”, diz. Quando estiver pronta, contará com 620 vagas para embarcações, quase o triplo da capacidade atual. A estimativa de geração de emprego é de 300 postos, contando diretos e indiretos. A Itacuruça terá obras mais longas, de 14 meses. E crescerá de 140 para 800 vagas, conta Gabriela, que prevê alta de 60% no faturamento da BR Marinas com os projetos. Uma novidade será a oferta de mais de 20 espaços para super iates (os com mais de cem pés), “categoria em expansão no Brasil.
Prova da demanda por barcos de lazer no país é a instalação da primeira fábrica da francesa Beneteau na América do Sul, na Marina Verolme. A unidade de 6 mil m², já em construção integra investimento de 20 milhões de euros no Brasil, incluindo uma segunda fábrica – três vezes maior que a primeira – a ser instalada perto da de Angra em dois anos, afirma Marcos Soares, presidente da Beneteau Brasil. “Angra é o maior centro náutico do país e tem boas opções de logística. A idéia é fazer do Brasil base para exportar para a América do Sul. O país e a China são nossos mercados prioritários no mundo”, diz. A produção inicial será de 50 a cem embarcações por ano. Amanhã, a empresa abre loja conceito no Frade, também em Angra dos Reis.


